Política de Sustentabilidade

HISTÓRICO DA ÁREA RURAL

A área rural de 29,7 hectares foi adquirida em 1979 com o objetivo de complemento de renda na aposentadoria. Eram terras desbravadas em 50% da propriedade e utilizadas para o plantio de feijão, milho, batata salsa e extração de lenha. Após a compra da área apenas cinco hectares foram utilizados para atividade agrícola e o restante deixado para regeneração natural da floresta e adensada com o plantio de erva mate e araucária. O lago que existia foi readequado em 1998 para a piscicultura.

As áreas de terras, em frente ao restaurante, foram adquiridas posteriormente e eram utilizadas para corte de lenha a cada seis anos. Os pinheiros que existem, só estão lá até hoje devido minha interferência junto ao dono das terras para que retirasse a Bracatinga (nome científico = Mimosa Scabrella Benth, família = Fabaceae Mimosaideae) e deixasse os pinheiros. O empreiteiro estava derrubando tudo e eu fiquei muito sensibilizado vendo os pinheiros tombando. Então conversei com o vizinho, que era um dos herdeiros, e ele compreendeu minha argumentação e atendeu ao pedido. Posteriormente acabei comprando esta área.

As ações desenvolvidas, com a preocupação de sustentabilidade até o presente momento, estão no Planejamento Estratégico de 2013 ,onde consta objetivo e ações para o meio ambiente, focado na Política de Sustentabilidade Ecológico-Ambiental, Econômica e Social no empreendimento Valle Verde Pesca e Lazer.

A descrição das políticas de sustentabilidade, neste momento, não pode ignorar tudo o que já se fez em prol da sustentabilidade. Portanto, será relatado o que se fez e o que deverá ser feito futuramente. O que se fez são ações que deve nortear os novos investimentos a serem realizados.

Nosso empreendimento possui Licença Ambiental há mais de cinco anos, fornecida pelo Instituto Ambiental do Paraná. Foi renovada até 2021. Também, tivemos licença da SUDERSA – Superintendência de Recursos Hídricos do Paraná para construção do canal que abastece os lagos por gravidade evitando o bombeamento da água.

A Reserva Legal está averbada no Registro de Imóveis desde 09 de março de 2004 e a Área de Preservação Permanente – APP está demarcada desde 2010. O Cadastro Ambiental Rural – CAR já foi realizado. Mais de 70% de nossa área está coberta de floresta com grande liberação de carbono no meio ambiente.

 

Política de Sustentabilidade

 

Missão

Realizar ações sempre focadas no triplé da sustentabilidade ecológica/ambiental, social e econômica.

Visão

Encantar o cliente com belos cenários, fazendo com que ele perceba as ações desenvolvidas e ser referência como um destino turístico sustentável.

Valores

Visão sistêmica e desafiadora, ética moral, integridade, competitividade, compromisso com o cliente, qualidade com serviços e produtos, valorização e comprometimento com os colaboradores, integração com a comunidade local, pro atividade, criatividade e inovação.

 

A) RELATÓRIO DA POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE

O Planejamento Estratégico de 2013, elaborado com os colaboradores e consultores do SEBRAE-PR, contempla a Política de Sustentabilidade. Muitas ações já foram realizadas e são apresentadas como um RELATÓRIO do que já foi executado.

 

1. Política de Sustentabilidade Ecológica/Ambiental

Ações já desenvolvidas para amenizar o impacto ambiental, contribuindo para a sustentabilidade do empreendimento. A Sustentabilidade Ecológica do empreendimento preocupa-se com a biodiversidade dos sistemas constituídos e a Sustentabilidade Ambiental busca formas para minimizar nosso impacto no meio ambiente.

1.1. Madeiras – uso de madeiras de florestas cultivadas, no caso Pinus e Eucalipto. Todas as benfeitorias construídas depois de 1.998 obedeceram a este padrão. O Valle Verde, já com esta consciência ambiental, implantou uma pequena floresta de Pinus Taeda e Eucalipto em 1983 para utilizar nas construções do empreendimento, quando necessário. Assim, as casas dos funcionários, o restaurante, a estrutura das piscinas e os chalés receberam esta madeira e não madeira de florestas naturais. Igualmente, toda a madeira usada em caixaria, na construção civil é de florestas cultivadas. Novas construções seguirão este padrão.

1.2. Saneamento básico – todas as construções possuem fossa séptica e sumidouro. A limpeza das fossas sépticas é realizada por firmas especializadas, que retira o material e dá o destino adequado.

1.3. Água potável que abastece a propriedade – toda a água que abastece as instalações da propriedade é captada de vertente existente dentro da propriedade e devidamente protegidas com obras adequadas e Área de Preservação Permanente. Por gravidade a água é conduzida até um reservatório e de lá é bombeada, com roda d’água, para reservatórios no alto da propriedade, aproximadamente 100 metros de distância. Aqui a água é tratada e distribuída, por gravidade, para todas as benfeitorias da propriedade. Isto economiza energia elétrica.

1.4. Águas que abastecem os lagos de pesca – todos os lagos são abastecidos por gravidade, sem consumo de energia elétrica. O escoamento é feito, por manilhas subterrâneas, de forma lenta para que não comprometa a jusante do arroio. Conformo monografia de conclusão de cursos de alunos da Universidade Federal do Paraná, setor de aqüicultura, a “água que sai da propriedade é melhor que a água que entra” e todos os indicadores exigidos pela legislação do CONAMA estão com seus parâmetros dentro da normalidade. Isto fica comprovado com a criação de peixes. Se o ambiente não fosse adequado, não seria possível a aqüicultura, que já existe há 14 anos. Os peixes são sadios e sua carne é saborosa.

A capacidade total de armazenamento na propriedade é de 120.000.000,00 de litro de água. Este lençol d água cria um micro clima favorável a fauna e flora nas imediações.

1.5. Controle de enchente – existe um canal que abastece os lagos e um canal que escoa a água em excesso, do fluxo normal e do fluxo aumentado devido chuvas. Quando as chuvas são intensas ou quando estouram lagos construídos pelos vizinhos na montante do arroio, como já aconteceu, a capacidade de amortecimento de enchentes é de 19.200.000,00 litros de água. A lâmina d água da piscicultura é de 48.000,00 m² subdividido em 24 lagos. Em condições normais de chuva, verificadas desde 1980, nunca houve transbordamento de água.

1.6. Obras adicionais de controle de enchentes – devido o rompimento de lagos de vizinhos, na montante do arroio que abastece a propriedade, em 2009, houve inundação da área de piscicultura causando enormes prejuízos para o empreendimento. Em função disto foram efetuadas obras para amenizar este problema, tais como: vertedouro com o objetivo de evitar o acúmulo de água dentro da propriedade. Isto evita transtornos para as populações à jusante do arroio e evitar prejuízos com a perda de peixes. Os vizinhos tiveram informações dos prejuízos que a propriedade teve e alertados sobre a necessidade de reconstruir os lagos, observando normas técnicas de segurança e que para isso poderiam contar com a ajuda da EMATER, da Secretaria de Agricultura do Município ou do Valle Verde.

1.7. Qualidade da água que passa pelo Valle Verde – em função da água suja,que era despejada no leito do arroio, devido à lavagem de cenoura e outros tubérculos, o Valle Verde conversou com os vizinhos e disponibilizou a retro escavadeira para efetuar cavas de contenção para a água suja que é gerada na lavagem dos produtos. Também tivemos uma ação junto a EMATER-PR e Secretaria Municipal de Agricultura do Município ,solicitando que orientasse os produtores na construção de obras de contenção, nos lavadouros de tubérculos que existem no Município em todas as micro-bacias que deságuam no Rio Iguaçu.

1.8. Lama que se forma nos lagos – a lama retirada dos lagos devido à decantação normal das águas que entram na propriedade é retirada a cada 10 anos e usada como adubo nas flores, arbustos cultivados na propriedade e no gramado.

1.9. Água das chuvas – as águas das chuvas que escorrem pelas valetas da propriedade são limpas e conduzidas de forma que não causam erosão. Manilhas foram instaladas para conduzi-las corretamente sem causar erosão. Nos chalés, construção recente, todas as águas dos telhado são conduzidas para o lago existente nas proximidade. E as demais áreas externas são cobertas com grama para evitar erosão e facilitar a absorção da água da chuva. Igualmente, toda a área da piscicultura é gramada e arborizada. As escadas, que dão acesso aos chalés, foram construídas com coletores laterais de água para não causar erosão nos jardins das pousadas e conduzida adequadamente no lago.

1.10. Reduzir a produção de resíduos – toda a compra de produtos para o restaurante é efetuada em distribuidores (Sam’s Club, Concord e Ceasa) onde não há embalagem dos produtos. As sacolas, onde são embaladas as verduras e tubérculos, são reutilizadas nas lixeiras.

1.11. Reciclagem do lixo – todo o lixo gerado é separado e tem destino certo, conforme veremos a seguir. Existem lixeiras na área interna e externa para os clientes depositarem o lixo gerado. As lixeiras na área de pesca foram preparadas no Valle Verde, com os reaproveitados galões de óleo de motores ou óleo hidráulico.

1.11.1. Latinhas de bebidas são separadas e vendidas,

1.11.2. Papel, plástico, vidros e outros recicláveis são separados e doados para a Associação dos Catadores de Lixo de Mandirituba,

1.11.3. Óleo de cozinha é armazenado em um tambor e vendido para reciclagem,

1.11.4. Papel dos banheiros é depositados nos locais onde passa o caminhão do lixo da Prefeitura e levado para o aterro sanitário,

1.11.5. Lixo orgânico vai para a compostagem e transformado em adubo orgânico para as flores e arbustos da propriedade,

1.11.6. Sacolas plásticas reutilizadas para acondicionar resíduos dos banheiros,

1.11.7. Uso de produtos de higiene e limpeza biodegradáveis.

1.11.8. Para deixar a área do empreendimento “permeável” optou-se pelo uso da grama, do saibro ao invés de pavimentação,

1.11.9. Reutiliza materiais de demolições evitando levar no lixo,

1.12. Energia elétrica – sempre existiu a preocupação com a economia no consumo da energia na propriedade. O restaurante foi construído com o objetivo de só consumir luz a noite, sendo todas as paredes de vidro. Igualmente, os chalés foram construídos com janelas e portas amplas, com a mesma finalidade.

1.12.1. Instalação de aparelho para controlar a energia ativa e reativa, que entra na propriedade,

1.12.2. Uso de sensor de presença nos banheiros onde se gasta o necessário e não ficam lâmpadas acesas,

1.12.3. Lâmpadas fluorescentes são substituídas por lâmpadas LED,

1.12.4. Desligamento da iluminação dos ambientes do estabelecimento na saída,

1.12.5. Aquecimento solar das estufas, onde são armazenados os alevinos e recriados até a fase juvenil, com pouca oscilação térmica,

1.12.6. Substituição de geladeiras e freezer para aparelhos com maior eficiência energética,

1.12.7. Lareiras nos chalés para aquecimento no inverno e evitar o uso do ar condicionado,

1.12.8. Portas e janelas com tela anti-inseto o que permite deixar abertas e usar o ar da natureza para refrescar o ambiente e evita o uso do ar condicionado,

1.12.9. Os chalés foram construídos com o sistema hidráulico já preparado para receber água aquecida pela energia solar,

1.12.10. Acompanhamento do consumo de energia, através da fatura mensal da Copel, verificar se tem algum consumo exagerado e tomar providências para solução. Na substituição de aparelhos de maior eficiência energética verificar qual o impacto na redução do consumo,

1.12.11. Chalés instalados no bosque com árvores que fazem sombra, com a finalidade de evitar o sol direto e, conseqüentemente, ter um ambiente agradável e minimizar o uso do ar condicionado.

1.13. Consumo de água a preocupação com o consumo de água é constante, embora exista em abundância e sem custo para o empreendimento.

1.13.1. Torneiras com aeradores na cozinha,

1.13.2. Nos chalés o vaso sanitário tem válvula com dupla função,

1.13.3. Pia dos banheiros e mictório com válvula automática para economizar água,

1.13.4. Conscientização aos colaboradores sobre a economia no consumo de água, evitando desperdícios.

 

2. Política de Sustentabilidade Social

Nossos colaboradores são treinados constantemente para executar suas funções com qualidade e atender bem nossos clientes. Treinamentos na área de gastronomia, organização, piscicultura e manuseio de alimentos, já foram realizados.

Os colaboradores recebem uniformes para o trabalho com a logomarca do Valle Verde e o nome do funcionário.

Nossos colaboradores são registrados, recebem salário justo, moradia adequada e trabalham em um ambiente agradável. Os colaboradores, em cargos de gerência, recebem participação na renda bruta do estabelecimento.

As tarefas dos colaboradores estão definidas e formalizadas com hierarquia e subordinação definida. Executam suas funções com base em rotinas e procedimentos pré-estabelecidos.

Nossa Política de Sustentabilidade Social atende a comunidade local e está de portas abertas para o atendimento das Instituições de Ensino médio e superior de Curitiba e Região Metropolitana. As principais ações desenvolvidas foram:

2.1. Política de Sustentabilidade Social para a comunidade local.

2.1.1. Colaborar com as festas da comunidade, divulgando, ajudando financeiramente nos bingos e rifas,

2.1.2. Comprar produtos e materiais de construção, preferencialmente no Município,

2.1.3. Contratar funcionários da comunidade,

2.1.4. Participamos ativamente na implantação do Turismo Rural no Município – estas ações iniciaram em 2010 com a criação do Conselho Municipal de Turismo, onde o representante do Valle Verde Pesca continua sendo o Presidente do Conselho.

De lá para cá foram realizadas diversas reuniões com os empreendedores que tem atividades voltadas ao turismo como: Turismo Religioso, Turismo Rural, Turismo Histórico, Indústrias Rurais e do Artesanato. As reuniões foram realizadas nos empreendimentos com a participação do Secretário de Agricultura do Município, do Secretário de Indústria Comércio e Turismo e da EMATER-PR. Todas as ações eram discutidas com o Prefeito Municipal , que sempre apoiou as iniciativas.

Em ações conjuntas com a Associação da Indústria Familiar Rural e do Artesanato, da EMATER-PR, da Secretaria Municipal da Agricultura, da Secretaria de Indústria Comércio e Turismo, do Conselho Municipal de Turismo, da Câmara Municipal de Vereadores e do Prefeito Municipal, conseguimos a doação doquiosque para a Associação da Indústria Rural e do Artesanato, para comercializar seus produtos na Praça Central da Cidade de Mandirituba. Este local será usado, também, para a divulgação do Turismo do Município.

Estamos desenvolvendo o site do Turismo Urbano e Rural do Município, que terá um link no site oficial do Município. Neste site todos os empreendimentos do turismo do Município, terão oportunidade de divulgar seu negócio, a qualquer momento. Já tivemos o site implantado na gestão 2009-2012, mas por motivos diversos tivemos que reiniciar na gestão 2013-2016. A nova versão vai contemplar as redes sociais e com alcance maior que o site anterior.

O Valle Verde, através de seu representante, faz parte da Diretoria da ADETUR Rotas do Pinhão. Colaboramos com o Paraná Turismo para Incluir o Município de Mandirituba no Mapa do Turismo do Ministério do Turismo.

Todos os Municípios da Região Turística Rotas do Pinhão só terão acesso aos recursos advindos do Ministério do Turismo se tiverem um Plano Diretor para o Turismo e estiverem associados na ADETUR – Agência de Desenvolvimento do Turismo de Curitiba e Região Metropolitana. Este é o órgão oficial que pode auxiliar os Municípios, em suas ações para fortalecer o turismo municipal.

A ADETUR é uma entidade sem fins lucrativos. Sobrevive com mensalidade de seus associados, de associações e ajuda das prefeituras.

O representante do Valle Verde Pesca e Lazer é conselheiro do CEPATUR – Conselho Paranaense de Turismo e participou, através da ADETUR Rotas do Pinhão, na oficina realizada em nossa região. Este trabalho participativo nas 14 regiões turísticas e nos 11 grupos focais com os representantes do Trade turístico estadual deu origem ao plano decenal 2016 a 2026 “PARANÁ Turístico 2026 pacto para um destino inteligente”.

2.2. Política de Sustentabilidade Social para as Instituições de Ensino de Curitiba e Região Metropolitana.

O Valle Verde Pesca e Lazer é um empreendimento agrícola, focado na Piscicultura. É de domínio do estabelecimento a recria e engorda de peixes e a agregação de renda pela comercialização dos peixes através do Pesque e Pague. Também utiliza peixes para abastecer o restaurante e produz ração na propriedade, mais natural possível, para alimentar os peixes e oferecer carne de qualidade superior.

Por ser uma empresa agrícola, com alta tecnologia na produção de peixes, por possuir Licença Ambiental de funcionamento , por seu ambiente com belos cenários e uma Política de Sustentabilidade, despertou o interesse das Instituições de Ensino. As Ciências Agrárias, para realização de aulas práticas, para direcionar estagiários com interesse na piscicultura, para elaboração de monografia de conclusão de cursos e uso das instalações para elaboração de Tese de Mestrado. Tivemos até o presente momento:

2.2.1. UFPR – Mestrado em Ciências Veterinárias – Produção de Tilápias em Tanques Rede de Pequeno Volume na Região Metropolitana de Curitiba. 30/08/2001 a 03/02/2002. Autor Luiz de Souza Viana.

Neste estudo de caso o Valle Verde Pesca e Lazer financiou: a construção dos tanques rede, as tilápias juvenil, toda a alimentação, os serviços de trato, a despesca e pesagem final. Em anexo algumas páginas da tese.

2.2.2. Faculdade Espírita – Estágio para conclusão do Curso de Zootecnia. Julho de 2001 a dezembro de 2001. Autor Eduardo Passarela Bortoletto.

O Valle verde Pesca e Lazer cedeu hospedagem e repassou todas as informações do processo produtivo.

2.2.3. UFPR/GIA – Grupo Integrado de Aqüicultura e Estudos Ambientais. Monitoramento Ambiental do Pesqueiro Valle Verde, Mandirituba – PR. Setembro de 2007. Monografia para conclusão do curso. Autores: Helena Farias – Veterinária, Karin Yamashiro – Zootecnista, Kelly Cottens – Bióloga.

O Valle Verde Pesca e Lazer, interessado em conhecer a qualidade da água do empreendimento, aceitou a realização desta monografia em suas dependências. Os exames de laboratório, que a Universidade não tinha equipamentos e recursos para processar as amostras, o Valle Verde pagou os exames realizados em Laboratório Particular.

2.2.4. Monografia UFPR

2.2.5. Curso sobre tratamento de doenças dos peixes em conjunto com a EMATER-PR e Bayer.

2.2.6. Recebimento de alunos, principalmente das Faculdades de Medicina Veterinária, Zootecnia, das Universidades: UFPR, Universidade Tuiuti, Universidade Católica do Paraná, Faculdade Evangélica, Universidade Positivo e outras.

Recebemos alunos e professores, mostramos o que o Valle Verde faz e acompanhamos nas visitas a campo , esclarecendo dúvidas dos alunos.

 

3. Política de Sustentabilidade Econômica

3.1. Produção

O empreendimento produz peixes para venda e consumo próprio. Algumas hortaliças e frutas são cultivadas para consumo no restaurante, igualmente o mel colhido na propriedade. Na propriedade foram plantados 10.000 pés de erva mate. A cada dois anos é realizada a colheita e vendida para as ervateiras da região. O pinhão colhido no inverno é utilizando na gastronomia e comercializado no balcão do restaurante. Desde 1980 até o presente momento plantamos mais de 1000 mudas da Araucária em nossas terras,qu e já estão produzindo pinhão, cuja colheita é compartilhada com a gralha azul e a cutia.

3.2. Controles econômicos e financeiros

O cliente ao chegar ao empreendimento recebe uma comanda e todo o consumo é registrado nela. As informações da comanda são tabuladas e registradas no “Movimento do Caixa”. Após a tabulação os dados são transferidos para uma planilha eletrônica. Esta planilha tem o histórico dos principais indicadores técnicos e econômicos desde a inauguração do estabelecimento em fevereiro de 2004. Estes indicadores são consultados seguidamente no Processo de Tomada de Decisão e são de grande valia na gerência do negócio.

3.3. Custos de produção na piscicultura

A piscicultura é uma atividade com prazo definido entre recria e engorda. Nesta fase o custo de produção é calculado para saber o custo por quilo do peixe vivo e comparar com o preço de mercado, caso fosse adquirido de produtores da região. Este custo é apurado na despesca, quando os peixes são transferidos da área de engorda para a área do pesque pague.

No pesque e pague o peixe permanece nos lagos mais de um ano. Neste caso o custo de produção é anual com base na ração consumida e os serviços necessários na alimentação e no manejo. Com base no custo anual e a receita proveniente da venda de peixes é obtido o resultado financeiro anual da atividade.

Custo do empreendimento como um todo. Através do sistema “Controles econômicos financeiros” já descritos no item 3.2 e os custos de produção na piscicultura na engorda e na área do pesque e pague, tem-se a análise global do negócio com o resultado líquido ano após ano. O indicador desta análise mostra se o empreendimento é sustentável ou não e como é a evolução anual, através da análise comparativa.

3.4. Controle de estoque

No pesque pague os peixes são contados quando entram na área de pesca e registrados na saída, através da pesca, do consumo ou de mortes. Os dados são transferidos para uma planilha “Resumo estoque de tilápia no pesque pague”. Através deste controle tem-se a quantidade de peixes nos lagos, o valor do estoque e o indicativo de reposição.

No restaurante tem-se o controle de estoque através da comanda eletrônica implantada recentemente. O estoque está sempre atualizado em quantidade e valor.

3.5. Capacitação

Desde 2012 nosso empreendimento participa da Rede Empresarial Rotas do Pinhão, hoje Agência de Desenvolvimento do Turismo – ADETUR Rotas do Pinhão, Projeto do SEBRAE juntamente com os empresários de Curitiba e Região Metropolitana, focado no turismo rural e urbano. Tivemos diversos cursos de capacitação relacionados ao tema, oficinas, palestras, seminários, feiras, viagens de estudos, festivais, consultoria e outros.

O Valle Verde está inscrito no Selo Qualidade no Turismo e desenvolvendo ações para aperfeiçoamento, cada vem mais, do empreendimento como um todo. Este processo é uma importante ferramenta para visualizar todo o negócio e buscar melhorias.

3.6. Avaliação do empreendimento Valle Verde Pesca e Lazer pelos clientes

O sistema de avaliação implantado permite analisar o negócio sob a ótica do nosso cliente. É um processo poderoso, que nos permite analisar falhas e agir imediatamente para solucionar problemas. O quadro abaixo mostra, desde 2013 até setembro de 2016 quando implantamos o sistema de avaliação, os dados tabulados de dois indicadores importantíssimos (A – Você recomendaria/indicaria este empreendimento? B – Retornaria ao empreendimento?), mostra a satisfação do nosso cliente com o ambiente e com os serviços oferecidos. Os valores tabulados abaixo estão acima de 90%, em média, tanto para recomendaria como para retornaria.

Resumo

Recomendaria

Retornaria

2013

90,14

94,37

2014

89,83

96,61

2015

92,00

90,00

2016

89,47

93,58

3.7. Marketing

O empreendimento necessita de divulgação para o cliente tomar conhecimento do nosso negócio. Através das redes sociais, do site, da televisão, nos jornais regionais e em festivais de lazer e gastronomia, divulgamos o empreendimento. Temos consultor para Face Book e redes sociais. Quando necessário e financeiramente possível, contratamos os serviços de TV (Pesca Dinâmica) para divulgar todos os domingos nosso empreendimento e nossas atividades. Geralmente a propaganda tem a duração de um ano. Desde o início das atividades em fevereiro de 2004 sempre usamos este meio de comunicação e outros para divulgar nosso negócio.

3.8. Sazonalidade

Para amenizar a sazonalidade do empreendimento, nos meses de inverno, estamos investindo no setor de hospedagem com a construção de chalés. Em breve teremos mais uma fonte de renda o que consolida a Sustentabilidade Econômica.

Agosto de 2016

Engenheiro Agrônomo – Edelar Luiz Comparin

CREA PR -5159/D